segunda-feira, 13 de novembro de 2017

PAI EM DOSE DUPLA 2

Pai em Dose Dupla 2 : Poster

"Pai em Dose Dupla" se tornou um sucesso inesperado, vide a parceria que já vinha do sucesso "Os Outros Caras", de Mark Walhberg e Will Farrell. Rendendo quase o triplo do orçamento, era obvio que uma continuação da comédia iria vir (como está ocorrendo exaustivamente com vários longas). Com a missão de ser mais engraçado que o primeiro, além de apresentar um novo arco, devo confessar que me diverti muito mais neste segundo.

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A história tem inicio depois dos ocorridos do primeiro, com Brad (Farrell) e Dusty (Walhberg) se dando bem, onde conseguiram estabelecer um ótimo convívio dentre filhos, enteados e atuais esposas. Porém perto do natal, eles recebem a visita dos respectivos pais deles (John Lithgow e Mel Gibson), que obviamente vão atrapalhar por completo o convívio de todos.

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Continuando a cargo de Sean Anders (que mais uma vez também assina o roteiro), o estilo de direção é basicamente o mesmo do primeiro (repetindo umas três piadas que deram certo no antecessor, mas nada exaustivo), só que agora ele acrescenta mais humor dentre as relações dentre pais, filhos e netos, onde a cena é roubada constantemente pela dupla Lithgow e Gibson. Enquanto o primeiro apresenta um estilo mais escrachado, o outro tira sua graça no seu estilo conservador (remetendo e muito a sua persona na vida real). A química dentre eles com Farrell e Walhberg se segura como o ponto forte do filme, que consegue se sobressair muito bem em cima do roteiro bem padrão "Sessão da Tarde". Um quesito que chamo atenção aqui, é a participação maior da modelo brasileira Alessandra Ambrósio, (que lembra muito o Pelé com Sylvester Stallone em "Fuga Para a Vitória") que fala apenas "frases de efeito" e acaba sendo horrível como atriz.

"Pai em Dose Dupla 2" é bem mais divertido que o primeiro, e é uma ótima pedida pra essas últimas semanas atarefadas do semestre, que nos sobrecarregam e que de vez em quando necessitam de uma mera diversão genérica, breve e satisfatória para se ver em família ou sozinho.

Nota: 7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 11 de novembro de 2017

TERRA SELVAGEM

Terra Selvagem : Poster

Taylor Sheridan é um dos roteiristas que mais vem chamando a atenção recentemente. Não pelo fato de seus últimos dois enredos ("Sicario" e "A Qualquer Custo") renderem indicações ao Oscar, mas sim pelas mesmas englobarem um único cenário e são exploradas por um começo/meio/fim. Enquanto aqueles tinham o cenário as zonas de guerra das fronteiras estadunidenses e a capira, aqui temos um englobamento sobre a área mais fria, e essa é sensação que ele explora durante as duas horas de projeção de "Terra Selvagem".

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O longa começa com o caçador de coiotes, Cory (Jeremy Renner), que se depara com o corpo congelado da filha de um velho amigo. Sem saber o motivo da morte, ele se junta a agente Jane (Elizabeth Olsen) durante a investigação.

A principio temos uma premissa que já é habitual no cinema, mas como já canso de dizer: se ela for bem executada, tem tudo pra ser um ótimo filme, e é o que acontece. Sheridan procura a todo momento focar no psicológico dos personagens mediante a algumas situações decorrentes da trama. Como por exemplo: aqui o filme é cercado pro um cenário de inverno, somado a uma fotografia acinzentada, onde logo remete a um cenário de depressão, pelo qual representa a dor dos personagens mediante as tragédias decorrentes na vida deles. Lembrando que esse trabalho já lhe rendeu o premio de melhor diretor em Cannes, deste ano.

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E tudo isso acaba enaltecendo ainda mais a atuação de Renner (que talvez lhe renda sua terceira indicação ao Oscar), que ta muito bem aqui, e tem uma ótima química com Olsen (imaginem se ela não tivesse aceitado passar por aquela porta, em "Vingadores: A Era de Ultron"...?). Porém eles só pecam um pouco nos últimos 20 minutos, por ficar exaustivamente repetindo a mesma conclusão pro expectador diversas vezes, e que logo quebra um pouco o que o filme tinha proposto a principio.

"Terra Selvagem" é um longa que a principio parece ser mais do mesmo, mas devido a uma brilhante execução de Taylor Sheridan, consegue ser muito mais do que isto.  

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

LOGAN LUCKY - ROUBO EM FAMÍLIA

Logan Lucky - Roubo em Família : Poster

Steven Soderbergh é um diretor que sabe juntar diversos atores de peso e fazer um bom filme. Quem  já assistiu a "11 Homens e um Segredo", "Contágio" e "Terapia de Risco", sabe do que estou falando. Em sua nova produção "Logan Lucky: Roubo em Família", ele aproveita este talento e substitui o cenário de glamour da trilogia de George Clooney e companhia, pela área do sertão, mas com menos homens. A fórmula continua sendo a mesma, o excesso de nomes conhecidos também, só que o principal problema é a maneira como qual ele poderia ter trabalhado alguns caracteres. 


Em seu prefácio vemos a família Logan, onde Jimmy (Channing Tatum) acaba de ser demitido de seu emprego como construtor, devido ao fato de ser manco. Seu irmão caçula, Clyde (Adam Driver), possui um bar que está basicamente as moscas, enquanto a irmã trabalha como cabeleireira. Só que como ele possui diversas contas a pagar, e uma péssima relação com a ex-esposa (Katie Holmes), que não lhe deixa ficar direito com a filha, ele executa seu plano b pra situação: roubar toda a grana adquirida pelo circuito de Stockcar da Nascar, durante a própria. Para isso, ele chama seu irmão, que recruta Joe Bang (Daniel Craig), que arrasta junto seus dois irmãos imaturos Fish (Jack Quaid) e Sam (Brian Gleeson).

Só pela sinopse já sacamos que Soderbergh fez mais um filme pipoca, onde vemos um grupo de falidos bolando um plano cabuloso, pra fazer um roubo e nos divertimos e torcemos por eles, mesmo sabendo que estamos errados. Não tem nada de revolucionário e inovador na trama, além de procurar entreter. E para prender a atenção do público, o roteiro de Rebecca Blunt (que até o momento todos creem que seja algum pseudomo de algum roteirista), procurou estudar os protagonistas e criar personalidades interessantes, com arcos que nos façam gostar deles e torcermos por eles. 


A começar pelos irmãos Logan, onde o foco acaba sendo no personagem de Adam Driver, que além de ser o mais divertido, acaba roubando a cena. Ainda mais quando ele esbarra com Daniel Craig, que depois de alguns anos saiu da "zona de conforto 007" pra encarar um personagem fora da lei (claramente vemos o quanto ele se divertiu fazendo este papel).  Quando ao restante do elenco, o Tatum continua sendo o Tatum, Holmes parece que soltou toda aquela magoa perante o divórcio com o Tom Cruise e joga tudo na sua personagem (que é uma mulher divorciada com uma filha pequena). Agora existem alguns atores de peso no elenco, que são meramente desperdiçados (quem já conhece a filmografia do Soderbergh, sabe que ele "adora" fazer isso) e nomes como Hilary Swank ("Menina de Ouro"), Sebastian Stan (o Bucky do Universo Marvel de Cinema) e Katherine Waterson ("Animais Fantásticos e Onde Habitam"), são importantes pra moldar alguns arcos, mas nada que fosse importante a ponto de chamar tais nomes. Divergindo completamente desta questão, o verdadeiro inútil pra narrativa foi Seth McFarlane ("Ted", e ACHO que também assinou o roteiro aqui), pois seu personagem e nada são absolutamente a mesma coisa.

"Logan Lucky: Roubo em Família" serve como uma espécie de "14 Homens e mais um segredo" (enquanto o verdeiro Spin-off da franquia, "8 Mulheres e Um Segredo", sai ano que vem), pra quem estava esperando ha anos que Soderbergh fizesse essa sequencia, ou até mesmo voltasse ao gênero de longas de assalto.

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O FORMIDÁVEL

O Formidável : Poster

Quem conhece e entende de cinema, sabe muito bem a importância do cineasta francês Jean-Luc Goddard. Ele começou como um diretor simplório de comédias/romances, e posteriormente avançou para filmes mais sérios e com uma enorme abordagem politica reflexiva. Porém ele não costumava ser muito partidário nas mesmas, o que acabou sempre caindo em conflito perante os militantes de partidos de esquerda, e de movimentos estudantis da época de 60/70 (época que inclusive três de seus filmes, foram barrados pela ditadura no Brasil). Pegando um pouco dessa essência, "O Formidável" procura focar mais quando Goddard estava envolto a polemica do seu longa "A Chinesa", que era estrelado pela sua musa Ana Wiazemsky (vivida pela ótima Stacy Martin), uma jovem de 17 anos pelo qual mais tarde se tornou sua segunda esposa.

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Vivido com maestria por Loius Garrel (inclusive os dois se parecem e muito), ele transpôs a importância que Goddard tinha em relação a quebrar o sistema da época e a desconstrução de seu personagem, tendo como base seu casamento com Anne. As expressões na cara de Martin perante a falta de consciência do seu conjugue perante o matrimonio, e fascínio deste por politica, acabam deteriorando com a personagem aos poucos e isso fica muito notório em tela. Agora partindo pro quesito da direção de Michel Hazanavicius (vencedor do Oscar por "O Artista"), ele procurou exercer uma homenagem direta aos filmes de Goddard. A começar que ele literalmente levou algumas referencias ao pé da letra, como por exemplo, colocar ambos personagem nus enquanto discutem sobre uma cena de nudez, ou até mesmo a quebra da quarta parede em um momento breve sobre os rumos que tomariam seus próximos filmes. Não vou entrar muito no mérito da questão, pra não dar spoilers, porém devo dizer que em cada capitulo que o longa se divide rola uma notória homenagem ao estilo de Goddard. Outro ponto positivo, é que ele sequer usa e abusa o recurso da câmera tremula (onde aquele costumava usar e muito nos seus longas), e ele optou o tempo topo usufruir do que a cena tem a mostrar (vide as sequencias dos protestos). 

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"O Formidável" é um longa pra quem é cinéfilo e não conhecia o estilo de Goddard, ou principalmente pra quem sempre acompanhou os trabalhos do diretor (que continua na ativa com seus 87 anos). Se é um filme digno da importância do diretor pro cinema? Devo confessar que assim como longas como "Steve Jobs" e "A Rede Social", ele é abordado como um visionário mas como uma péssima pessoa, então deixarei em aberto sua conclusão sobre (lembrando que este foi um dos concorrentes da Palma de Ouro, em Cannes deste ano). RECOMENDO!

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 29 de outubro de 2017

THOR RAGNAROK

Thor: Ragnarok : Poster

Que os dois primeiros longas do Thor não tiveram enorme destaque dentro do Universo Cinematográfico Marvel, não é novidade. Todos os outros heróis conseguiram estabelecer produções que de alguma forma, deixavam sua marca já no primeiro longa, vide "Dr. Estranho" e "Homem-Formiga". Como se trata do último longa solo do Deus do Trovão, a Marvel tinha a missão de deixar a verdadeira a marca do herói pro público. E devo confessar que de fato, "Thor Ragnarok" enaltece ainda mais a presença do herói portador do Mjolnir. 

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O filme começa com Thor seguindo os eventos do segundo longa, que segue a sua busca por seu Pai (Anthony Hopkins). Porém devido a um contratempo enfrentado por ele e seu irmão Loki (Tom Hiddleston), eles acabam transportando para Asgaard a sombria Hera (Cate Blanchet), que lhes envia ao planta de Saakar, enquanto ela instaura o caos naquele. Lá Thor acaba tendo de enfrentar seu velho amigo Hulk (Mark Ruffalo) em um campo de Gladiadores. 

Ai que ta o principal problema na direção de Taika Waititi, que utiliza sua habilidade em longas de comédia pra entupir o longa do Deus nórdico de piadinhas desnecessárias e completamente fora de hora. Sim, existem algumas que funcionam e divertem bastante, inclusive quem já viu Hemsworth em filmes como "Férias Frustradas" e "Caça-Fantasmas", sabe que ele não precisa de muito esforço pra fazer rir (destacando que ele ta ótimo nesse papel). Porém vamos pegar um exemplo (que não é spoiler): algum personagem acaba de sofrer um desfecho trágico, e logo no próximo corte alguém solta uma piadinha pra abafar a situação. Automaticamente já acaba quebrando o arco que  tava sendo muito bem idealizado (e isso ocorre constantemente aqui). Tirando esse quesito Waititi sabe muito bem como realizar sequencias de ação (pelos quais lembram clássicos como "O Quinto Elemento" e "Fuga de Nova York") e em alguns enquadramentos breves, ele mostra que é  um diretor competente (como uma que ele acompanha os passos do Loki através do piso, e depois retorna pra ele fisicamente). Por esse quesito em geral, já vale investir num ingresso 3D.

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Partindo pro quesito de atuações, a atenção beira mesmo pra vilã interpretada por Blanchett. Sem dúvidas, em menos de dois minutos em cena, ela conseguiu superar quaisquer vilões já apresentados pela Marvel até o momento. Infelizmente o roteiro de Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost (trio que já está acostumado a roteirizar as animações da Marvel) deixam a mesma em um terceiro plano, e aquela que poderia ter sido a melhor e mais interessante vilã do universo cinematográfico Marvel, acaba sendo deixada de lado por boa parte da narrativa e só aparecendo perante a "momentos chaves". Já o Ruffalo consegue divertir tanto na versão Hulk (onde ele esta mais "amadurecido"), quanto na versão de Banner (que ta bem hilário). Hiddleston continua roubando a cena como Loki, e a adição dos personagens de Tessa Thompson ("Creed") é apenas um "ok", mas nada de muito marcante, divergindo ao de Jeff Goldblum, que possui um certo estilo sagaz com uma personalidade bem "doida". Não querendo dar spoilers, mas existe um momento com determinado personagem do universo Marvel, pelos quais vão garantir ótimas risadas. 

"Thor Ragnarok" é de fato o melhor dos três filmes do herói, porém não chega a ser nenhuma produção revolucionária dentro do universo Marvel. Mas já vale pelo simples fato de que o Thor deixou de vez de ser um "inútil" nos "Vingativos". 

Obs: Existem duas cenas pós créditos. 

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet 

sábado, 28 de outubro de 2017

O JARDIM DAS AFLIÇÕES

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Assim como deixei claro na analise do filme "Policia Federal", ao começar a assistir "O Jardim das Aflições", não levei em conta meu pensamento politico, com em relação ao que era apresentado pelo professor e filósofo Olavo de Carvalho. O documentário acabou gerando muitas polêmicas por conta do pensamento politico de direita deste, e inclusive acabou sendo banido de alguns festivais, porém acabou ganhando merecidamente os prêmios de filme e edição, no festival de Recife. Antes de mais nada, sim, é um filme partidário, mas já deixarei claro que se você se importar com isso, não é um filme pra você.

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O documentário abrange um pouco da vida de Olavo (que atualmente vive com a família nos Eua), juntamente arcos com o seu livro "O Jardim das Aflições", onde são apresentados alguns trechos, no inicio de cada uma das três partes que o mesmo apresenta, onde servem como reflexões sobre o quadro politico existente, assim como a própria vida em si. Divergindo por completo o pensamento de uns, Olavo deixa claro a todo momento de forma sucinta, que precisamos ler sobre tudo (inclusive sobre assunto que não apoiamos), pra não sair falando asneiras e pensamentos errôneos sobre datadas circunstancias. 

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O maior destaque na narrativa é a fotografia, que explora cada ponto do ambiente em que o filme se passa (que é na casa do filosofo, e em alguns lugares que ele frequenta, nos Eua). Como se trata de um longa com uma temática politica de direita muito forte (principalmente por Olavo falar o que tem de ser falado), dependendo do seu posicionamento você sequer irá ver o longa até seu desfecho. Brevemente são intercalados momentos do livro, onde as mesmas são entrelaçadas com uma fotografia belíssima de diversos lugares destintos.

Se você for conferi-lo apenas como um apreciador do cinema independente nacional, irá ver que "O Jardim das Aflições" é um excelente documentário e que sem hipóteses é um verdadeiro avanço do gênero no cinema nacional.

Imagens: Reprodução da Internet
Nota: 10,0/10,0

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

TEMPESTADE: PLANETA EM FÚRIA

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Hoje em dia é difícil fazer um filme catástrofe que realmente seja "digno de Oscar" e que possua algo bem relevante pro público, a não ser entreter durante duas horas ou mais (vide as quase três horas de "2012"). "Tempestade: Planeta em Fúria" entra no último quesito, onde durante sua duração você deixa seu cérebro na porta da sala, pega seu óculos 3D e novamente embarca no mundo entrando a beira de um novo colapso, só que agora aos olhos do diretor e roteirista Dean Devlin (que auxiliou em filmes do Roland Emmerich, como os dois "Independence Day"). 

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A história gira em torno do cientista Jake Lawson (Gerard Butler), que em meio a enormes crises de seca e desequilíbrio na temperatura do mundo (mais conhecido como "aquecimento global"), desenvolve para Nasa a estação espacial Geostorm, que serve para "controlar" o clima no planeta. Porém o mesmo acaba gerando diversos acidentes climáticos no mundo (então espere uma porrada de cenas envolvendo furacões, terremotos, tsunamis...) fazendo Lawson voltar a estação para investigar a fundo o que casou a falha. Enquanto isso no planeta terra, seu irmão Max (Jim Sturgess), investiga o quão os habitantes tem haver com a mesma, enquanto a "tempestade" se aproxima.

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Se eu falar que o atrativo principal do longa é seu elenco estrelar, eu estou mentindo. Porque sem duvidas o grande chamariz pro público são as sequencias de ação e destruição. E os efeitos visuais perante a destruição em massa do planeta terra parecem e muito com aqueles gráficos dos jogos do Playstation 2, de tão mal feitos que são realizados em alguns momentos. Em especial um arco que envolve a destruição em massa da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (em que insiste em acompanhar os passos de uma brasileira, que corre mais que o Tom Cruise), que acaba se tornando hilário. Agora quando partimos para as sequencias no espaço, realmente os efeitos estão realistas ao extremo, inclusive chegando a lembrar "Gravidade" (com a tecnologia 3D, a qualidade fica muito mais notória).

Pulando para os méritos de atuações, não temos muito o que tirar das mesmas. A não ser que Butler ta parecendo um MacGayver, onde quaisquer contratempos que surgem,  ele ta sempre ciente de como sair da situação. Ele divide a cena na maioria das vezes com Alexandra Maria Lara ("Rush"), que ta mais pra uma "ajudante" sua nas horas do descuido. Quando intercala com as cenas em terra, parece que estamos vendo outro filme, pois o arco envolvendo seu irmão com a namorada (Abbie Cornish), envolto a um esquema de corrupção politica, as vezes parece que estamos "assistindo a um filme dentro de um filme" ("Designated Survivor" + "Armageddon" + "Interestelar" + "Gravidade" + "O Dia Depois de Amanhã" = "Tempestade: Planeta em Fúria", pra ser mais especifico). 

"Tempestade: Planeta em Fúria" é mais um exemplo de diversão pipoca, pois se levarmos tudo ao pé da letra e bem a sério, nada fará sentido (como todos os filmes catástrofes). É comprar o ingresso, pega a pipoca e deixar o cérebro descansado na entrada da sala e pega-lo ao sair.

Nota: 6,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet