sexta-feira, 25 de maio de 2018

COVIL DE LADRÕES

Covil de Ladrões : Poster

De vez em quando eu gosto de ir ao cinema pra assistir a algum filme onde não li absolutamente nada e sequer vi o seu trailer, apenas o poster que consta com os atores envolvidos. Foi o caso do recente "Covil de Ladrões", que é o primeiro filme dirigido pelo roteirista Christian Gudegast ("Invasão a Londres"), que aqui também cuida do roteiro. Não sabia nem da existência desta película, até ir ao cinema onde frequento e confesso que me surpreendeu em vários aspectos, mesmo se tratando de um longa de ação a lá "Domingo Maior". 

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O filme acompanha o grupo de assaltantes de bancos liderados por Ray (Pablo Schreiber), onde um dos membros (O'Shea Jackson Jr.) acaba sendo apanhado pelo policial Nick (Gerard Butler). Após revelar que ele é apenas o motorista e nada mais nas operações do bando, Nick o faz como uma espécie de informante sobre as futuras ações dos bandidos, em troca da sua liberdade. 

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A narrativa escolhida por Gudegast lembra e muito o ótimo "Fogo Contra Fogo", com Al Pacino e Robert DeNiro. Por mais que se trate de um filme com uma temática quase sempre explorada pelo cinema, "Covil de Ladrões" explora a personalidade dos seus personagens, pelo qual favorece o lado da lei com o personagem de Butler (que ta bem no papel a lá  Martin Rigs, de "Maquina Mortífera"), ao invés de abordar os criminosos como verdadeiros antagonistas (sim, aqui não criamos empatia pelos ladrões). Só que o principal pecado do mesmo, foi acrescentar a essas narrativas algumas sequencias completamente desnecessárias, aos quais levam a duração do longa beirar a 2h20 (quando facilmente poderia ter tido 1h45). Por sorte, a habilidade de Gudegast em dirigir sequencias de ação já valem a atenção pro longa, pois existem duas sequencias em especial aos quais o espectador é fadado pela atenção extrema e sequer consegue imaginar tamanha consequência daqueles atos. 

"Covil de Ladrões" foi uma grata surpresa que remeteu e muito aos filmes de assalto dos anos 80/90, aos quais cada vez menos são feitos com a devida qualidade que devem ser e acabam rendendo meros longas B que se perdem cada vez mais em catálogos Streaming ou em exaustivas reprises televisivas. 

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet 

sábado, 19 de maio de 2018

DEADPOOL 2

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Há dois anos "Deadpool" chegou aos cinemas com uma proposta irreverente, seguindo exatamente os mesmos moldes das Hqs do Anti-Herói da Marvel. Obviamente o longa foi um sucesso, e posteriormente iniciou uma nova fase nos longas da Marvel, com os que até então eram de propriedades da Fox (mas agora todos estão basicamente sendo da Disney, devido a recente adquirição da casa do Mickey). Com a missão de pelo menos alcançar o mesmo nível do primeiro, "Deadpool 2" chegou aos cinemas assim como o recente "Guerra Infinita": regado de mistérios, polêmicas e com uma curiosidade aguçada dos fãs.

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A história mostra o mercenário Deadpool (Ryan Reynolds) aproveitando as suas habilidades, para liquidar com os mais diversos bandidos e mafiosos pelo mundo. Porém depois de um acidente, ele se vê obrigado a juntar uma equipe de "mutantes menores", para salvar um jovem mutante, que é perseguido por um militante do futuro (Josh Brolin). 

A começo devo assumir que muitas das piadas vão realmente funcionar se você está adentro de quase tudo sobre a cultura pop, no intervalo de tempo dos últimos três anos (foi nítido que muitas pessoas não pegaram as referencias na minha sessão). Mas isso não significa que o longa seja ruim ou sem graça, muito pelo contrário, ele realmente se destaca pelo pudor em não evitar de mostrar o máximo de zoeiras com tudo que é possível e impossível (em alguns momentos algumas participações especiais acabam sendo hilárias). Tudo isso acaba sendo auxiliado claramente pelo carisma de Ryan Reynolds, que mais uma vez mostra que nasceu para viver o tagarela. Assim como os personagens secundários (digamos que todos acabam sendo bem trabalhados, devido a quantidade de caracteres e o tempo de duração do longa, de duas horas), que incluem o taxista Dopinder (Karan Soni), o melhor amigo sem noção (T.J. Miller) e as novas inclusões dos mutantes Domino (Zazie Beetz) e Cable (Josh Brolin, que também interpretou o Thanos em "Guerra Infinita").

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Quanto a direção de David Leith ("Atômica") ele aproveita as habilidades de sua carreira passada como dublê e diretor em outras produções, e consegue transpor a violência não como algo meramente gráfico ou gratuito, mas sim como uma transposição de um verdadeiro humor negro (sim, algumas mortes beiram ao engraçado, mas foi suficiente para o longa obter uma classificação de 18 anos, por dois dias (bom, estamos no Brasil...)). Com relação as sequencias de ação, todas foram realmente bem feitas, mas alguns efeitos visuais são meramente percebidos pelo público (devido ao baixo orçamento que está franquia possui), mas não é algo que prejudique a experiencia. 

"Deadpool 2" chegou cumprindo o que prometia, e sem duvidas termina com um gostinho de retornarmos ao cinema para revê-lo, até que lancem o terceiro filme (que provavelmente sairá em 2020).  RECOMENDO!

Obs: As duas cenas pós créditos são uma verdadeira lição de casa, e as melhores da história do cinema!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

terça-feira, 15 de maio de 2018

DESEJO DE MATAR - 2018

Desejo de Matar : Poster

Depois de se meter em algumas produções de qualidade duvidosa e dar as caras nos cinemas brasileiros pela última vez em "Sin City: A Dama Fatal" e em "Fragmentado" (ambos com pequenas aparições), finalmente podemos falar que o remake de "Desejo de Matar" é o verdadeiro retorno de Bruce Willis aos cinemas com longas que o consagraram: os de tiro e porrada! Em comparação ao clássico, não receio em dizer que a essência permanece, pois estamos falando de um filme clássico de pancadaria estrelado por Charles Bronson, e não de um dramalhão cult ganhador de Oscars. 

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Na história Willis vive o cirurgião Paul Kersey, que depois de ter sua esposa assassinada e sua filha seriamente agredida, decide procurar os culpados por conta própria, devido a lentidão dos investigadores em cima do caso. É basicamente mais uma trama de "filme de tiozão", onde a violência e pancadaria divertem alguns e são um terror para os deleites dos pós modernos (inclusive em alguns países o longa sofreu sérios boicotes, por se tratar de uma trama que defende o porte de armas). Sim, o tempo todo o longa lança questões sobre se agir com violência em cima de violência é o certo (algo que qualquer vídeo do Bolsonaro vem sido abordado, sem exceções praticamente), só que nada disso é aprofundado e todas as questões são apenas jogadas no ar, por repórteres e radialistas durante alguns takes, contrapondo com alguns atos do protagonista em alguns arcos (em sequencias como quando ele vai comprar uma arma, como alguém que vai comprar uma roupa). 

Digamos que atuações são o de menos aqui, pois todas são regadas a Willis com cara séria e soltando frases de efeito enquanto mata uma porrada de marginais, a dupla de policiais (onde um deles é interpretado pelo eterno Hank, de "Breaking Bead") que sempre chega atrasada e o irmão da daquele (Vincent D'Onofrio) que serve como um "conselheiro" pra ele repensar as suas atitudes. 

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A direção de Eli Roth ("O Albergue") não faz nada mais aquém do que o habitual no gênero, por isso não existe como adentrar muito em uma analise profunda nesse longa. O que posso destacar apenas, é quem conhece o estilo de Roth, já sabe que o mesmo não poupa nem um pouco quando o assunto é tortura e violência (tanto que a censura o classificou como 18 anos). Só que as mesmas aparecem aqui em doses homeopáticas, pois é dado mais espaço para o lado humano e desenvolver de Willis, de um médico careta a um matador a lá "Justiceiro". 

"Desejo de Matar" é um filme de tiozão, que serve pros fãs do gênero de ação e pancadaria dos anos 80/90, e nada mais aquém. Se você procura algo cabeça ou interessante, por favor, se dirija a sala ao lado e veja "A Noite do Jogo". Ah, e se é melhor que o original? Vou deixar essa questão em aberto, pois é bem óbvia a resposta. 

Nota: 5,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 12 de maio de 2018

A NOITE DO JOGO

A Noite do Jogo : Poster

Há tempos não conferia uma comédia tão original e que conseguisse trabalhar tantos aspectos técnicos, como este "A Noite do Jogo". Tudo isso é mérito da dupla de diretores John Francis Daley e Jonathan Goldstein (do divertido reboot de "Férias Frustradas") que procuraram realizar no enredo uma mescla de produções suspense embasadas em uma comédia, durante quase toda sua projeção, o que consequentemente deixou o público cada vez mais adentro da trama.  

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Ela aborda um grupo de amigos, onde o casal Max e Annie (Jason Bateman e Ranchel McAdams) sempre são os mais competitivos e vencedores das constantes noite de jogatinas do grupo. Até que em uma das mesmas, o irmão do primeiro (Kyle Chandler) vem passar umas semanas na cidade deles, e resolve criar uma nova noite de jogos. Nela ninguém consegue definir o que é real ou mentira. Porém as coisas acabam saindo um pouco do controle.

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Daley e Goldstein estabelecem ai um parâmetro para nos sentirmos cada vez mais adentro do jogo mostrado, através da cinematografia onde quando se trata de takes se passando em ambientes externos (pra mostrar onde os personagens estão indo), a câmera faz o cenário parecer um verdadeiro jogo de tabuleiro (através de um recurso chamado Tilt-Shift) e quando se aproxima acaba sendo novamente o live-action. Aquém de outro momento que eu particularmente achei genial (não darei spoilers, mas quem já assistiu, sabe qual é) foi quando toda a ação é tocada em função de um objeto e a mesma acaba sendo um álibi para "esconder" todos os takes, fazendo a sequencia parecer ter sido filmada interruptamente por quase dois minutos com várias coisas acontecendo de forma simultânea. Sim pessoal, até o momento eu estou falando de uma comédia, e não de um longa de suspense (pessoal votante da academia do Oscar, lembrem desse filme quando citarem os indicados a melhor edição em 2019).

Agora nada disso funcionaria se o roteiro de Mark Perez ("Herbie: Meu Fusca Turbinado") fosse raso em suas abordagens, que por ventura não é o caso. A trama é dividida em três casais durante boa parte, sendo que em momento algum nenhuma delas cansam o espectador ou são meras encheções de linguiça pra darem os 100 minutos de projeção. O destaque sem duvidas acaba indo pra McAdams (que já, já ganha seu primeiro Oscar), que consegue não só mostrar que ta se divertindo e nos fazendo rir, como também junto a Bateman mostram que possuem um excelente timing cômico sem beirar para o escatológico. Quanto aos outros casais, vividos por Sharon Horgan, Billy Magnussen, Lamorne Morris e Kylie Bunbury, eles possuem piadas que se fossem feitas por outro tipo de cineasta, iriam ficar repetindo constantemente e insistir na milionésima vez que ela é repetida, que ainda há graça. Muito pelo contrário, eles tem suas piadas, que são feitas dentro do contexto e quando o tópico é fechado, eles já partem pra outra e assim sucessivamente. O mesmo pode-se dizer dos personagens de Jesse Plemons e Chandler, que o esteriotipo de ambos nos faz duvidar de suas intenções sempre que aparecem em cena (sendo que o primeiro acaba roubando e muito a cena).

"A Noite do Jogo" foi uma enorme surpresa lançada neste ano, e acabou se tornando uma das mais divertidas comédias lançadas pelo cinema em anos (não me recordo agora algum filme tão engraçado, quanto este). Se você costuma fazer noites de jogatina com os amigos, em noites de finais de semana, este sem duvidas, é seu filme! RECOMENDO!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 5 de maio de 2018

GRINGO - VIVO OU MORTO

Gringo - Vivo ou Morto : Poster

Eis um daqueles filmes que funcionam como um sanduíche "Big Mac", pois você vai com bastante fome, sem ligar muito pra detalhes envolto ao preparo (mesmo conhecendo os ingredientes), e nada vai mais aquém de se degustar por algumas horas, aos quais você embarca e devora os temperos que apresentam, e vai se esquecendo aos poucos do que acabou de ver quando você sai da sala de exibição. Só que isso não faz de "Gringo - Vivo ou Morto" um filme ruim, muito pelo contrario, apesar de conter alguns erros na sua estrutura narrativa, não deixa de divertir qualquer espectador que busca uma diversão passageira.

A trama apresenta o executivo de uma firma farmacêutica, Richard Risk (Joel Edgerton, de "Bright") e sua maliciosa assistente (Charlize Theron), que decidem acrescentar em seu estoque medicamentos a base de maconha. Para isso eles decidem viajar ao México, junto do funcionário mais certinho, Harold (David Oyelowo). No local ele descobre todo o plano por trás dos dois, além de sua futura demissão e decide fazer um sequestro simulado, para conseguir faturar uma grana em cima dos pilantras. Por desventura, ele não imaginava que um cartel de drogas realmente deseja a cabeça dele, por conta de não concordarem em dividir a transação com a sua companhia farmacêutica.

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O principal problema nessa narrativa é a forma pela qual ele retrata suas subtramas, aos quais em um contexto geral elas poderiam ser drasticamente cortadas que não fariam falta ao enredo principal. O arco envolvendo Amanda Seyfried e Harry Treadaway (com direito a uma ponta da filha do cantor Michael Jackson, Paris Jackson), não faz sentido algum a narrativa e os papeis de ambos poderiam muito bem terem sido aproveitados por atores menores e bem menos acompanhados, até entrelaçar com a trama de Harold. Mas isso não é sinal de que os atores trabalharam mal, muito pelo contrario, eles estão bem nos seus papeis, porém o destaque decai em cima da própria Charlize Theron, que consegue entrelaçar um lado comisco com um sério, que nos diverte mesmo sabendo que ela está errada. Já o protagonista vivido por Oyelowo ta realmente se divertindo da situação, pois sua atuação beira ao escrachado tipico da narrativa apresentada pelo diretor Noel Edgerton (irmão do próprio Joel, que está no filme).

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"Gringo - Vivo ou Morto" é um longa que provavelmente emplacará uma atenção maior quando decair em serviços streaming, ao invés de sua recente passagem pelas telonas.

Nota: 6,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 29 de abril de 2018

TUDO QUE QUERO

Tudo que Quero : Poster

Ta ai um longa que foi lançado bem no dia errado (justamente junto a estreia de "Vingadores: Guerra Infinita"), e que provavelmente passará em branco nos cinemas brasileiros. Confesso que foi uma divertida surpresa que conferi este ano, onde é mais um mero exemplar mostrando que Dakota Fanning ("Guerra dos Mundos") continuará sendo por muitos anos um forte nome quando o assunto envolve a sétima arte.

Aqui ela vive a jovem Wendy, que sofre de autismo e segue uma rotina semelhante todos os dias, onde nunca abre mão de conferir os episódios da série "Star Trek" na televisão. Morando em uma casa de repouso aos cuidados da psiquiatra Scottie (Tonnie Collette), ela recebe contantes visitas da irmã (Alive Eve, que estrelou justamente "Star Trek: Além da Escuridão") pelo qual não acredita que ela ainda esteja apta a enfrentar o mundo a fora. Eis que um dia ela se depara com um anuncio, onde a Paramount Pictures revela que está realizando um concurso, onde pagará um prêmio de 100 mil dólares por um roteiro de qualidade para um filme de "Star Trek". É então que Wendy resolve sair da toca e partir em direção de realizar esta conquista, junto a inesperada companhia de seu cachorro.

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Por se tratar de uma produção bastante pequena, vemos que todo o peso do desenvolvimento da trama decai nos ombros de Fanning. Felizmente sua atuação convence tanto, que o espectador já consegue gostar da personagem logo nos seus primeiros minutos em cena. A forma pelo qual o diretor Ben Lewin ("As Sessões") aborda a questão do autismo é notório pelo constante jogo de câmera que ele faz diante as expressões de Fanning, seja em momentos de preconceito (que ela não denota) e de felicidade. Tudo sempre acaba levando as expressões faciais da atriz, ou a algum personagem que divide a cena com ela.

A todo momento torcemos para que ela consiga chegar até a Paramount, ao mesmo tempo em que a atriz transpõe toda a inocência dificuldades que uma pessoa com autismo possui (alguns arcos são bastante dramáticos, mas nada exagerado ou genérico).  Quanto ao restante do elenco digamos que não tem nada de muito marcante e todos estão dentro do que o contexto é proposto, e não existe nenhum grande momento (muito menos da personagem de Alice Eve, que poderia ter gerado algum momento interessante, só que tanto o roteiro, quanto a atriz não refletem sobre isso notoriamente). 

"Tudo que Quero" é uma divertida e breve homenagem aos fãs de "Star Trek", pelos quais possuem as mais diversas personalidades e deficiências, aos quais as fazem ir mais além do que acham. RECOMENDO!

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

quinta-feira, 26 de abril de 2018

VINGADORES: GUERRA INFINITA

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Se existe um filme onde a espera para seu lançamento era enorme, este é "Vingadores Guerra Infinita". Desde o lançamento de "Homem de Ferro" em 2008, a Marvel começou a plantar algumas pistas sobre o futuro desafio que os seus heróis iriam enfrentar com o vilão Thanos (Josh Brolin), em todos os seus próximos 17 filmes. Logo após sair da sessão de pré-estreia, confesso que há anos um Blockbuster não mexia tanto comigo como este, pois graças a sua excelente campanha de marketing onde esconderam o máximo de informações possíveis, as surpresas foram mesmo a melhor coisa aqui e o resultado acabou sendo uma enorme mescla de emoções durante suas 2h30 de projeção (inclusive na cena pós créditos).

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A trama não tem muito do que se abordar, a não ser de que Thanos está na busca de todas as "Jóias do Infinito" pelo universo, causando um enorme caos e destruição por onde passa. Eis que todos os heróis do universo e da terra precisam juntar suas forças para impedi-lo. Sim o longa é basicamente isso, porém já vou avisando aos mais desatentos e chatos de plantão, que aqui nada é explicado ou nenhum personagem é moldado durante a narrativa, a não ser Thanos. O que justifica a Marvel claramente ter lançado anteriormente os 18 longas de heróis, pois neles nós pudemos criar um vinculo com cada um e se entregar as performances cada vez melhor realizadas. O que sucessivamente faz o espectador ficar apreensivo durante quase todo o longa e torcer pelo sucesso dos heróis.

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E não exito em dizer que delas, apenas o grande destaque decai em cima do próprio Josh Brolin. O cara consegue interpretar o melhor vilão da Marvel, e do cinema em anos, pois sua performance representa o quão louco e insano ele é para conseguir o que deseja. É através dele que boa parte dos diversos arcos desenvolvidos giram, pois como se tratam de vários heróis os roteiristas/diretores Anthony e Joe Russo ("Capitão América: Guerra Civil") optaram por trabalhar as equipes de formas separadas, em distintos cenários que acabam tendo um encontro a Thanos. Mas por desvaneio, eles só irão funcionar pra quem já acompanha o universo Marvel há certo tempo, pois em nenhum momento há nada que nos faça começar a ter interesse por algum personagem aqui. Só que é notório que o estúdio ainda não aprendeu a controlar o excesso de piadas durante seus longas, pois aqui existem algumas em meio a arcos dramáticos que acabam mais prejudicando do que ajudando o momento. Por sorte existem estes momentos também em formas separadas, e que realmente acabam funcionando.

Agora caindo para as questões de efeitos visuais, tudo mais uma vez está muito bem realizado e incrível como nos longas antecessores do estúdio. Porém o recurso 3D se mostra mais uma vez de forma descartável, mas não tiro o mérito de conferi-lo na melhor qualidade possível.  

"Vingadores: Guerra Infinita" foi uma verdadeira aula de como se fazer um marketing e entregar um produto final onde realmente tenha uma enorme qualidade e que sem dúvidas é um forte candidato a ultrapassar "Avatar" nas bilheterias mundiais! RECOMENDO! 

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet