sábado, 24 de dezembro de 2016

TEM NA NETFLIX: SOBREVIVENDO AO NATAL

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De volta ao quadro, depois de uma ausência de quase um mês e no clima natalino, a dica pra este final de semana é a comédia "Sobrevivendo ao Natal".  Confesso que desde pequeno, esse sempre foi o longa que eu assisto todos os anos nesta data, não pelo simples fato de gostar do Ben Affleck, mas sim pelo estilo de narrativa proposto pelo diretor Mike Mitchel ("Shrek Terceiro"), que é uma mescla com os estilos de "sessão da tarde" com comédias pastelões natalinas.

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Aqui Affleck vive o milionário Drew que nunca ligou em comemorar o natal, mas acaba tendo este paradigma quebrado quando sua namorada Missy (Jennifer Morrison), deseja comemorar a data com ele e a sua família. Só que tem um pequeno porém: Drew não tem nenhum parente próximo, e logo ele decide ir até sua casa onde cresceu na infância e pagar os inquilinos uma enorme quantia para eles serem sua família de mentira, durante o natal. 

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Mesmo tendo uma trama com um desfecho bem clichê, o roteiro de Deborah Kaplan, Harry Elfont (responsáveis por outras comédias, como "O Melhor Amigo da Noiva"), J.R. Ventimilia e Joshua Sternin (ambos de "Rio"), consegue criar algumas piadas bacanas durante a narrativa, onde os melhores momentos são entre os personagens de Josh Zuckerman (o "irmão mais novo") e Bill Macy (o "vovozinho"). Quanto as atuações, Affleck ta bem divertido aqui (ele conseguiu ser mais bobo do que nunca, neste papel!), o casal principal vivido pelo falecido James Gandolfini e Catherine O'Hara (a mãe de Mackauly Kalkin, em "Esquecerão de Mim") tem uma química legal, e Christina Applegate faz um contraponto legal no meio de tudo isso.

"Sobrevivendo ao Natal" é mais uma daquelas comédias natalinas, que é uma ótima dica pra este final de semana natalino, onde dentre as opções de ficar de bobeira ou se você é cinéfilo e quer  ver um filme com a temática, fica ai a dica. RECOMENDO!

Nota:7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

SULLY - O HERÓI DO RIO HUDSON

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Em 15 de Janeiro de 2009, o piloto Chesley Sullenberger evitou o que seria um enorme acidente aéreo, pois pousou seu avião sem as duas turbinas (que se explodiram ao serem atingidas por pássaros), em pleno rio Hudson, nos Eua. O feito não só saltou sua vida, como também das outras 155 pessoas abordo. Mas como em todo acidente, ele posteriormente teve de arcar com as consequências da companhia área, para ver se de fato ele cometeu alguma atrocidade ou se foi de fato um herói (como grande maioria do mundo o vê até hoje). 

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Não poderiam ter escolhido um diretor melhor que Clint Eastwood pra comandar essa história, pois ele já provou em diversos filmes (principalmente no recente "Sniper Americano", em que inclusive ele manteve um pouco da essência aqui) saber contar a vida de ícones importantes para o mundo. Em sua primeira parceira com o ótimo Tom Hanks ("Inferno"), ele prova que mesmo sendo sobre uma história um tanto que recente, ele pode muito bem captar outros lados pra só não ficar na mesmice em torno do acidente. O acidente em si só é mostrado detalhadamente em segundo plano, pois o principal foco é a mentalidade de Sully e seu julgamento com seu co-piloto Jeff Skiles (Aaron Eckhart, de "Invasão a Londres"). Trabalho que Hanks e Eckhart exercem muito bem, e com o auxilio da direção de Eastwood nos prendem quase o tempo todo durante a narrativa.

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Os efeitos visuais estão realmente bons e convincentes, e os momentos pelos quais ele retrata o acidente visto de dentro do avião impressionam e vemos o quanto ele é competente para longas assim. Outro fator positivo, é que ele não deixa a trama cansativa, pois quando fica "muito falatório" ele já corta pra alguma cena que mostra os sonhos e pensamentos de Sully, que são sobre se o avião realmente explodisse ou flashbacks do acidente (onde ele narra tanto as versões dos tripulantes quanto a dos próprios pilotos).

"Sully - O Herói do Rio Hudson" é um dos raros longas que vemos em 2016, pois é breve, claro, divertido, interessante e conta com uma ótima primeira parceria entre Tom Hanks e Clint Eastwood. Se o primeiro será indicado ao Oscar por esta performance? Ele merecia, porém talvez entre. Mas o ano de 2017 é de Casey Affleck (irmão do Ben Affleck). RECOMENDO

Sobre a parte técnica retratada no longa, por Nicolas Jesus Ramos, estudante de Aeronáutica:

Para começar o enredo conta a história exatamente como foi, desde a preparação até o choque com os pássaros, alguns erros escaparam na hora de montar o filme, por exemplo na decolagem e durante a subida o co-piloto (piloto do assento direito, com mesma instrução técnica que o comandante mas com menos horas de voo) assume o controle das manetes de potência, na prática isso não acontece, por mais que a decolagem esteja sendo feita pelo co-piloto ou não, as manetes ficam com o comandante nesse tipo de aeronave, deixando com ele a decisão de abortar a decolagem caso necessário, como mostra a imagem:


O filme mostra muito bem como uma emergência é gerenciada na cabine, mostra que o treinamento exaustivo e repetido semestralmente tem um propósito a segurança de voo em seus mais altos níveis, o enredo mostra o que os pilotos tentam mostrar há anos, que o fator humano ajudou nesse acidente, assim como ajudou em outros, enquanto em alguns acidentes colocar a culpa em quem morreu torna a investigação mais fácil. 


Agradecimentos: Nicolas de Jesus Ramos

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 18 de dezembro de 2016

A ÚLTIMA RESSACA DO ANO

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Filmes natalinos são praticamente praxe no cinema, pois todos anos eles arrumam algum enredo que se enquadra na temática e o lançam em meados de novembro/dezembro. Normalmente as formulas sempre são genéricas e as vezes funcionam, outras não. No caso de "A Última Ressaca do Ano", ela poderia ter funcionado se os roteiristas Justin Malen, Laura Solon e Dan Mazer, soubessem a enorme qualidade do elenco secundário que eles tinham em mãos. Pra quem está habituado com comédias estadunidenses e assiste ao programa "Saturday Night Live", sabe que nomes como (tirando o trio destaque Jason Bateman, Jennifer Aniston e T.J. Miller) Kate McKinnon ("Caça-Fantasmas"), Jillian Bell ("Anjos da Lei 2"), Rob Corddry ("Antes Só Que Mal Casado") e Vanessa Bayer ("Descompensada"), já nos fazem rir só de olhar para as caras deles em determinadas situações (fazem nem 15 dias que ri adoidado com a sátira de McKinnon, a Hillary Clinton, no "SNL")

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O enredo aqui tem inicio com Clay (T.J. Miller), que é o herdeiro de uma enorme companhia de tecnologia, e possui um péssimo relacionamento com a irmã e parceira na mesma, Carol (Jennifer Aniston), que planeja fechar a sede e demitir todos os seus funcionários. Seu melhor relacionamento na empresa, é com seu braço direito Josh (Jason Baterman) que basicamente o ajuda a tocar toda a empresa. Cientes da situação, fazem um acordo com Carol: se eles fecharem um contrato de 14 milhões com um importante representante, a mesma continuara na ativa. Para impressiona-lo a assinar o contrato, eles tem a ideia de fazer uma enorme festa de natal na empresa, para ele ver como todos os funcionários são unidos e amigáveis.

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É ai que ta o principal erro do longa, pois eles poderiam ter aproveitado e muito as esquetes que ocorrem durante a festa. A maioria das piadas do longa envolvem escatologia ou até mesmo diversas menções a longas famosos (onde a principal é sobre "Velozes e Furiosos", chega a render um dos melhores momentos), e nada é mais além disso. Porém o grande destaque da fita, é Jennifer Aniston, pois ela parece ser a única que encontrou a tonalidade pertinente a sua personagem (mesmo sendo a única realmente interessante), pois Miller, Bateman e até a própria Olivia Munn (que é considerada da musa dos Nerds), estão nos seus "papéis padrões no cinema" (o sujeito tímido e acado, o cara zueiro e sem noção, a nerd gotosa). 

Cientes da situação ocorrida no longa, claramente a dupla de diretores Josh Gordon e Will Speck utilizaram um clássico recurso que "vem dado certo" no cinema: colocam uma porrada de músicas conhecidas e bacanas no decorrer da narrativa, onde os mais desatentos irão curtir as mesmas e deixar passar a maioria dos erros e furos no roteiro. Devo dizer que comigo já não havia funcionado em "Esquadrão Suicida", e agora funcionou muito menos. 

"A Última Ressaca do Ano" é mais um mero exemplo de comédia natalina que tinha tudo pra funcionar com seu grandioso elenco humorístico, mas que foi completamente desperdiçada pelo seus roteiristas (lembrando que o argumento foi criado pela dupla Jon Lucas e Scott Moore, os mesmos de "Se Beber, Não Case!"), e seus atores aparentemente não estavam com vontade nenhuma de inovar perante o roteiro apresentado.  

Nota: 4,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS

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Há quase um mês estava abordando aqui no blog, que "Animais Fantásticos" foi uma verdadeira aula de como se realizar um spin-off de uma franquia renomada. Hoje acabamos tendo mais um exemplo bem sucedido deste tipo de películas, pois "Rogue One: Uma História Star Wars" é sem duvidas um sinal que a Disney está indo pelo caminho certo com a saga de George Lucas. Aqui não ha menções aos fatos do episódio 7, muito menos aos outros personagens dos outros longas (tirando Darth Vader). Todos são completamente novos neste universo. 

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O longa se passa entre os eventos do "Episódio III: A Vingança dos Sith" e "Episódio IV: O Império Contra Ataca", onde mostra a garota Jyn sendo separada dos pais, logo depois que sua mãe foi morta e seu Pai (Mads Mikkelsen) intimado para trabalhar na construção da estrela da morte. Ela acabou então ficando aos cuidados de Saw (Forest Whitaker), onde depois que completou 16 anos (agora vivida por Felicity Jones, de "Inferno"), ela acabou tocando a vida por conta própria. Um tempo depois ela acabou presa, porém ela foi resgatada pela Aliança Rebelde, que lhe pede ajuda para acessar a uma mensagem do seu Pai a Gerrera. Ao acessa-la ela descobre que se trata de um enorme plano para destruir a estrela da morte, o que a faz se juntar com alguns membros da aliança rebelde para executar esta missão.

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Felicity Jones é uma atriz carismática, e ela já deixou isso claro em seus últimos trabalhos. Só que aqui ela não tem muitas falas. e trabalha muito mais suas expressões do que seus diálogos (fazendo-a ser uma personagem bem menos interessante que a Rey). A química dela com Diego Luna é realmente boa, mas não é o forte do longa, o que consequentemente os farão não serem lembrados nos próximos anos como protagonistas de um dos filmes de "Star Wars". Por sorte o roteiro da dupla Chris Weiz ("Um Grande Garoto") e Tony Giroy ("A Identidade Bourne"), fez questão de trabalhar muito mais nos personagens coadjuvantes. O que fez levar os personagens Chirrut (Donnie Yen da trilogia "Ip-Man", que tem divertidas sequencias de lutas aqui), e o androide K-2SO (Alan Tudyk), roubarem a cena em algum dos momentos. Só que quem acaba realizando o feito de forma mais gloriosa (mesmo aparecendo pouco) é o próprio vilão Darth Vader (ainda dublado por James Earl Jones), que arrancará suspiros dos fãs da série

Outro acerto da dupla foi na mesma questão que J.K. Rowling em "Animais Fantásticos", onde eles não perderam tempo explicando as expressões e o universo de "Star Wars" no longa. Você precisa conhecer o mesmo pra poder pegar as sacadas e referencias no decorrer do mesmo (então se você não sabe o que é um Jedi, trate de pesquisar sobre antes de ver esse longa), caso contrário você não vai entender absolutamente nada. 

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Mas a grande e verdadeira estrela do filme, foi sem duvidas o diretor Gareth Edwards. Ele não só conseguiu captar a essência que "Império Contra Ataca" tinha, como ele também teve o cuido enorme de retratar toda a sua narrativa como se fosse mesmo um longa daquela época ainda (só que com efeitos visuais melhores, obviamente). A única coisa que ele acabou pecando, foi pro excesso de tempo nas sequencias de lutas espaciais, que acabam sendo enjoativos as vezes. Quanto ao recurso 3D durante todo o longa, não vi a necessidade e a película pode ser conferido com a mesma qualidade em 2D

"Rogue One: Uma História Star Wars" é mais um ótimo exemplo de como se realizar um Spin-off de qualidade, e que ao mesmo tempo faça até no último segundo os fãs da série ovacionarem o longa em seu último segundo (isso mesmo, na sessão onde estive a galera bateu palmas!). Se achei o melhor da série? Não, pois preferi muito mais o Episódio VII. Mas que venham mais longas de "Star Wars", pois ta pouco! RECOMENDO!

Obs: o longa não tem cena pós créditos.

Nota: 9,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

JACK REACHER: SEM RETORNO

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No inicio de 2013 foi lançado "Jack Reacher: O Último Tiro" nos cinemas. Não me recordo de te-lo conferido nos cinemas, pois não estava no Brasil na época (mas me recordo de ele ter estreado no exterior na mesma época também, e nem sei se fez sucesso por aqui). Assisti um tempo depois e honestamente achei um dos filmes mais fracos da carreira do Tom Cruise. O personagem poderia ser até interessante, o livro de Lee Child (pelo qual foi inspirado) pode até ser bom, mas o enredo em si foi mais um mero longa policial, onde Reacher foi retratado como uma mistura de James Bond e Jason Bourne. Não sabíamos muito de sua origem ou o porque de seu personagem ser daquele jeito. Ele tava ali, fazia o que era proposto e pronto acabou o filme. Porém em meados do ano passado (depois da televisão a cabo exibir o citado exaustivamente em quase todos os canais), foi anunciado que o longa teria uma sequencia nas telonas. Enquanto o primeiro foi baseado no nono livro da série (que só teve cinco deles lançados no Brasil), este foi baseado no último (não lembro qual o número, mas foi lançado justamente em 2013).

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Depois de quase perder este nas telonas também, agora consegui um tempo para conferi-lo e devo dizer com toda honestidade do mundo, que até gostei da narrativa abordada. Ela mostra logo de inicio, Jack (Cruise) conseguindo capturar o chefe de uma quadrilha de policiais corruptos, o que chama a atenção da Major Turner (Cobie Smulders, a Robin de "How I Met Your Mother"), onde logo os dois acabam criando um vinculo via constantes ligações entre os dois. Porém quando Reacher vai visita-la de surpresa em Detroid, na sua antiga unidade militar (onde era também era Major), acaba sendo surpreendido com a noticia que ela foi presa acusada de espionagem, ao mesmo tempo que ele descobre que pode ser pai de uma adolescente de 15 anos (Danika Yarosh). Agora ele decide não só tentar provar a inocência da amiga, como também descobrir se realmente é Pai. 

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Cruise aqui consegue realizar uma verdadeira mescla de perfis, pois em alguns momentos ele pega um pouco de Jason Bourne, outros de Sylvester Stallone e outros de James Bound. Porém esta mescla funciona de acordo com a narrativa. Já sua química com Smulders poderia ter sido melhor, se a atriz não estivesse tanto no automático como ela estava aqui (ela esteve melhor até nos episódios mais fracos naquele seriado citado), e ela acaba sendo compeçada pela jovem Yarosh (que acaba roubando a cena, por se portar exatamente como Cruise durante diversos arcos).

Só que o principal erro do roteiro de Marshall Herskovitz, Richard Wenk e Edward Zwick (que também assina a direção), é rechear o a trama com diversas passagens clichês envoltos a intensas sequencias de ação (quem tem o minimo bom senso de cinema, já matou todo o arco dele com a filha, sem mesmo ver o filme). Ta certo que as mesmas foram bem realizadas e tudo, porém daria muito bem pra meterem alguns ploat-twists legais ali, só que preferiam deixar tudo muito superficial.

"Jack Reacher: Sem Retorno" é mais uma sequencia que provavelmente acabará engavetando a franquia nos cinemas, pois não só se tornou mais um mero filme de ação, como também não está rendendo mundialmente o que Cruise e a Paramount esperavam. Uma pena, pois é bacana ver o ator envolvido em mais de uma franquia que não fosse "Missão Impossível".

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A CHEGADA

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Mesmo com 2016 tendo lançado ótimas películas de histórias em quadrinhos (vide "Deadpool" e "Doutor Estranho"), foi péssimo para os com a temática "invasão extraterrestre". "A 5ª Onda" e "Independece Day: Ressurgimento", foram dois claros exemplos de produções que nunca deveriam ter saído do papel. Eis que pra surpresa de todos, a adaptação do livro de Ted Chiang (que foi batizado por aqui de "A História da Sua Vida e Outros Contos"), "A Chegada" literalmente quebra esse paradigma que o gênero tem sofrido neste ano. 

A começo que temos na direção Denis Villeneuve ("O Homem Duplicado"), que ultimamente só tem feito películas realmente boas e que vem chamando atenção em diversos festivais por onde passa (lembando que ele atualmente comanda "Blade Runner 2"). Em seu elenco temos uma Amy Adams que tá praticamente com a mão no Oscar (em certo momento no penúltimo ato, temos a comprovação que ela é realmente ótima), um Jeremy Renner que chega a ser o alivio cômico, e um Forest Whitaker que ta competente, porém não marcante. 

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A trama é bem simples de se sacar a principio, pois ela mostra a professora linguística Louise Banks (Adams), que logo ao ser notificada de uma invasão de seres alienígenas, em naves com formato de "Ruffles", é convocada pelo governo dos Eua para traduzir o que eles querem dizer para os seres humanos. Logo ela acaba se juntando com a equipe de militares, e dentre eles o físico Ian Donnelly (Renner), onde aos poucos eles acabam percebendo que não será um trabalho tão simples.

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Durante a narrativa comandada por Villeneuve, ele consegue captar os estilos tanto de Kubrick (a ausência constante de trilha sonoras, envolta de um arco bem cabeça), uma fotografia escura e misteriosa (lembrando até mesmo o saudoso Hitchock), e as relações familiares a lá Spielberg, e os questionamentos a lá Terrence Malik ("A Árvore da Vida"). Ele soube dosar esses todos esses tópicos homeopaticamente durante a narrativa, onde nos acaba fazendo possuir um interesse maior pela trama cada vez mais e nos perguntar constantemente o real significado das mensagens dos extraterrestres. Porém já vou logo avisando, que pra quem vai ir achando que verá um longa no estilo "Guerra dos Mundos", você está indo com o pensamento errado, pois o principal propósito do longa é fazer você sair da sala de cinema se questionando sobre diversas discussões apresentadas (algo que raramente outra produção deste gênero, fez você sentir). 

"A Chegada" sem duvidas foi uma das maiores surpresas de 2016, e provavelmente encabeçara em diversas indicações ao Oscar (Filme, Direção, Atriz para Adams, Roteiro Adaptado e os técnicos). Agora se ele vai levar... Ainda é muito cedo pra julgar. RECOMENDO!


Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet