sábado, 11 de novembro de 2017

LOGAN LUCKY - ROUBO EM FAMÍLIA

Logan Lucky - Roubo em Família : Poster

Steven Soderbergh é um diretor que sabe juntar diversos atores de peso e fazer um bom filme. Quem  já assistiu a "11 Homens e um Segredo", "Contágio" e "Terapia de Risco", sabe do que estou falando. Em sua nova produção "Logan Lucky: Roubo em Família", ele aproveita este talento e substitui o cenário de glamour da trilogia de George Clooney e companhia, pela área do sertão, mas com menos homens. A fórmula continua sendo a mesma, o excesso de nomes conhecidos também, só que o principal problema é a maneira como qual ele poderia ter trabalhado alguns caracteres. 


Em seu prefácio vemos a família Logan, onde Jimmy (Channing Tatum) acaba de ser demitido de seu emprego como construtor, devido ao fato de ser manco. Seu irmão caçula, Clyde (Adam Driver), possui um bar que está basicamente as moscas, enquanto a irmã trabalha como cabeleireira. Só que como ele possui diversas contas a pagar, e uma péssima relação com a ex-esposa (Katie Holmes), que não lhe deixa ficar direito com a filha, ele executa seu plano b pra situação: roubar toda a grana adquirida pelo circuito de Stockcar da Nascar, durante a própria. Para isso, ele chama seu irmão, que recruta Joe Bang (Daniel Craig), que arrasta junto seus dois irmãos imaturos Fish (Jack Quaid) e Sam (Brian Gleeson).

Só pela sinopse já sacamos que Soderbergh fez mais um filme pipoca, onde vemos um grupo de falidos bolando um plano cabuloso, pra fazer um roubo e nos divertimos e torcemos por eles, mesmo sabendo que estamos errados. Não tem nada de revolucionário e inovador na trama, além de procurar entreter. E para prender a atenção do público, o roteiro de Rebecca Blunt (que até o momento todos creem que seja algum pseudomo de algum roteirista), procurou estudar os protagonistas e criar personalidades interessantes, com arcos que nos façam gostar deles e torcermos por eles. 


A começar pelos irmãos Logan, onde o foco acaba sendo no personagem de Adam Driver, que além de ser o mais divertido, acaba roubando a cena. Ainda mais quando ele esbarra com Daniel Craig, que depois de alguns anos saiu da "zona de conforto 007" pra encarar um personagem fora da lei (claramente vemos o quanto ele se divertiu fazendo este papel).  Quando ao restante do elenco, o Tatum continua sendo o Tatum, Holmes parece que soltou toda aquela magoa perante o divórcio com o Tom Cruise e joga tudo na sua personagem (que é uma mulher divorciada com uma filha pequena). Agora existem alguns atores de peso no elenco, que são meramente desperdiçados (quem já conhece a filmografia do Soderbergh, sabe que ele "adora" fazer isso) e nomes como Hilary Swank ("Menina de Ouro"), Sebastian Stan (o Bucky do Universo Marvel de Cinema) e Katherine Waterson ("Animais Fantásticos e Onde Habitam"), são importantes pra moldar alguns arcos, mas nada que fosse importante a ponto de chamar tais nomes. Divergindo completamente desta questão, o verdadeiro inútil pra narrativa foi Seth McFarlane ("Ted", e ACHO que também assinou o roteiro aqui), pois seu personagem e nada são absolutamente a mesma coisa.

"Logan Lucky: Roubo em Família" serve como uma espécie de "14 Homens e mais um segredo" (enquanto o verdeiro Spin-off da franquia, "8 Mulheres e Um Segredo", sai ano que vem), pra quem estava esperando ha anos que Soderbergh fizesse essa sequencia, ou até mesmo voltasse ao gênero de longas de assalto.

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

Um comentário:

Camila Navarro disse...

É o caso de Logan Lucky - Roubo em Família, o novo filme da produtiva “aposentadoria” de Steven Soderbergh. Todos os elementos para um plano genial estão lá, mas o mecanismo que movimenta a história não é nem de longe tão esperto quanto pretende ser. Roger Edgerton foi maravilhoso no filme, este ator nos deixa outro projeto de qualidade chamado It comes at night, de todas as suas filmografias essa é a que eu mais gostei, acho que deve ser a grande variedade de talentos. Será exibida na TV, a chave do sucesso é o bem que esta contada a historia e a trilha sonora, enfim, um dos meus preferidos.

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